Discurso & Pesquisa

Peter Greenaway

Pesquisa por Márcia Borlenghi

 

 

 

 

O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher & Seu Amante (1989)

The Cook, The Thief, His Wife & Her LoverEste filme foi considerado nos Estados Unidos como glutônico, de sexo, luxúria, assassinato e vingança, sendo amaldiçoado com a marca "X" dada aos filmes pornográficos.

 

O Filme inicia-se com uma cena considerada vulgar e escatológica, em que um homem é desnudado e tem seu corpo esfregado com escremento pelo “Ladrão” Albert Spica. A maior parte do filme se passa no elegante restaurante gourmet chamado Hollandais.  Spica janta freqüentemente acompanhado de seu linda esposa Georgina (Helen Mirren) e seu grupo de associados.

 

Spica é vulgar e violento em contra ponto a refinada Georgina. Esta volta sua atenção para um freqüentador do restaurante  (Alan Howard) e ambos se envolvem numa perigosa relação amorosa e aventura sexual.

 

Eventualmente Spica descobre o caso de Georgina, o que causa o desfecho memorável e chocante de vingança.

 

Visual suntuoso e performances impecáveis.

 

 “Não é show de horrores; é filme onde deliberada e  verdadeiramente as personagens são críveis e nós nos envolvemos com eles.”
 Roger Ebert*

 

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

Cena da cozinha do restaurante.

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

A pintura que aparece na parede do restaurante Le Hollandais é entitulada  “The Banquet of the Officers of the St George Milita Company”, pintado em 1616 pelo pintor alemão Frans Hals.

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

Spica, Georgina e seus associados com o quadro ao fundo.

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

****A fotografia do filme faz referência ao Barroco Alemão em especial. As cores vermelhas,  as sombras, volumes e grande quantidade de elementos e naturezas mortas.

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

Abraham van Beyeren, Banquet Still Life, ca. 1660, Los Angeles County Museum of Art.

Para ilustrar as referências visuais de Peter Greenaway, incluímos uma pintura  de Abraham van Beyeren, Banquet Still Life, ca. 1660.

 

*Cada ambiente do filme tem uma cor predominante e todos os elemntos em cena são tonalizados a acompanhar o ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

A cozinha é predominantemente verde...

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

****As cores se alterando de acordo com o lugar do filme... a cozinha verde, o beco azul, o restaurante vermelho e os banheiros brancos. No banheiro masculino um mictório ao centro iluminado com luz salmão

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

... o restaurante vermelho e os banheiros brancos. Nos banheiros quando as portas se abrem, uma luz avermelhada se projeta sobre um ojeto central do ambiente, mostrando que os ambientes estão ligados pela passagem aberta.

 

Outra observação importante é que as roupas de Spica e Georgina  mudam de cor al atravessarem de um ambiente para outro. Evidenciando assim a questão de composição da imagem e não de continuidade filmica de forma tradicional. O grupo crê ser possível referência ao filme de Alan Renans O Ano Passado em Mariembad, que teve grande influência na estética de Peter.

 

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

...o beco azul...

 

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

The Cook, The Thief, His Wife & Her Lover

 O Livro de Cabeceira (1996)

“Quando Deus fez o primeiro homem de barro, Ele pintou seus olhos, seus lábios e o sexo.

Então Ele pintou o nome em cada pessoa para que ela nunca se esquecesse.

Se Deus aprovasse Sua criação, ele sopraria o modelo de barro e o traria para vida assinando Seu próprio nome.”

 

No começo do filme nós vemos uma garotinha que tem o rosto escrito por seu pai. Em seguida o filme mostra a garota já adulta procurando homens que escreveriam em seu corpo novamente. Ela encontra um Inglês bissexual, que também gosta de ter seu corpo escrito e descobre que ele é amante do mesmo homem que, no passado, traiu seu pai.

 

Greenaway usa algumas técnicas do “PROSPEROS’S BOOKS” a medida que o filme passa, com pequenos retângulos mostrando outras imagens. Este é um filme atraente como todos os outros de Greenaway. Uma sedutora música francesa toca ao fundo durante o filme, cantada por uma mulher de voz sensual (Guesch Patti). É um filme erótico, com muita nudez.

 

 “Este filme, definitivamente, não faz o gosto de muita gente, mas para os fãs de Greenaway e para os fans de cinema dispostos a serem seduzidos pela riqueza e maturidade da cultura Asiática, “O Livro de Cabeceira” será delicioso, embora às vezes exigente.” – David Stratton, Variety

 

“Greenaway disse algo que descreve perfeitamente seu trabalho: “Eu não faço fotografias com o objetivo comercial do momento.” A maioria dos novos filmes americanos têm uma vida curta. Eles são colocados no cinema para fazes sucesso ou não. Se em uma ou duas semanas este sucesso não ocorre, eles são jogados como pão velho. A intenção de Greenaway é que seus filmes continuem sendo distribuídos constantemente. Você pode vê-los hoje ou daqui a 10 anos, como você escolher.” – Roger Ebert

 

 

Referência a Mondrian como  arte monótona e a contraposição do moderno ao clássico na cultura européia em cena seguinte.

Adam and Eve - unfinished 1917-1918 by Klimt, GustavArte erótica e simbolismo


Adam and Eve
unfinished 1917-1918
Klimt, Gustav

 

 As últimas obras de Klimt voltam-se para um lado mais erótico, claramente assumido. No seu atelier passeiam-se sempre algumas modelos nuas que ele observa e vai desenhando. Daí resultam mais de 3000 desenhos. Disso são exemplo os desenhos das suas modelos em poses e atitudes mais intimas: "Mulher sentada com as coxas abertas", "Adão e Eva", "A Noiva"”. Na época acusaram Klimt em Ornamentação e Crime do seu exagero erótico. Para Klimt, a ornamentação enriquece o real.

Adam and Eve 

 

Adam and Eve in the Garden.
Albrecht Durer.

 

DURER“O corpo humano não se consiste em apenas um membro, mas vários. Mesmo se o pé disser: “Eu não sou a mão, então eu não faço parte deste corpo”, ele não fará menos parte do mesmo. Deus fez o corpo dando honra à parte inferior para que não haja discórdia entre as partes, mas sim, para que ambas tenham o mesmo tratamento.” (1 Corinthans 12:14-26)

 

DURER - 1471-1528

 

8 1/2 Women (1999)

8 1/2 Women 8 1/2 Women

 

“Se todos os homens pensam em sexo 1 minuto a cada 9, em quê ele pensa nos outros 8?”

 

"Uma mulher bonita só assusta um peixe quando cai na água”

 

 

John Standing é Philip Emmenthal, um bancário que acabou de ganhar o controle de alguns cassinos perigosos. Seu excêntrico filho Storey está a procura deles no Japão, enquanto Philip o espera em sua mansão em Geneva. Quando sua mulher morre, Philip pede para Storey voltar para consolá-lo. Storey leva Philip para ver 8 ½ de Fellini e os dois tem a idéia de transformar sua casa em bordel. Eles voltam para o Japão e de lá trazem um grupo de mulheres para a mansão.

 

Todas as mulheres são excêntricas. Uma delas, uma freira (Toni Collette), tem seu cabelo raspado, e fala em uma estranha língua que soa como alemão; outra fica grávida freqüentemente; outra cai do cavalo; outra tem um enorme porco de estimação. Storey e especialmente Philip, acharam um novo estilo de vida. Tem muita nudez no filme, embora quase nenhum sexo. Os dois conversam muito sobre pênis. Parece que Greenaway colocou neste filme suas vontades, com muitos diálogos sobre sexo e nudez, vendo o sexo como sujo. O filme não é tão ruim assim. Certamente não tão ruim quanto foi julgado em Cannes. Este é outro filme de Greenaway bonito de se olhar. O cenário é bom, foi filmado em Luxemburgo. Não é um dos melhores filmes de Greenaway, mas com certeza vale a pena ver.

 

 “ “ 8 Mulheres e ½”, é uma comédia surreal sobre sexo que, como Greenaway sempre faz, fica mais próximo do charmoso do que do vulgar... Durante o filme, há imagens surrealistas precisas (como uma mulher nua andando de cavalo ou uma mulher tomando banho de banheira com um porco) e imagens preto e brancas fazendo referência ao 8 ½ de Fellini combinadas com as próprias fantasias de Greenaway.” – Bob Graham, San Francisco Chronicle

 

 “Este filme, um dos mais divertidos e acessíveis de Greenaway, chega a momentos de ternura e amor. “8 Mulheres e ½” encontra Greenaway em um humor intelectual, refletindo sobre a relação entre sexo, amor e mortalidade, junto com a relação entre pai e filho – com um contexto humorístico absurdo e intrigante.” Kevin Thomas, Los Angeles Times

 

 “ Como todos os filmes de Greenaway, “8 Mulheres e ½” acontece em um cenário surreal que reflete nossa realidade vista de óculos escuros. Seus personagens existem em um vácuo, e as conseqüências de seus atos, se há, raramente ultrapassam os limites do que é mostrado na tela” – James Berardinelli

 

 “A habitual colagem de listas, conceitos impróprios, imagens estranhas, ilusões enigmáticas e nudez, mostram um filme, mais como uma montagem preguiçosa do que prematuro.O roteiro não tem juízo, o surrealismo é forçado e desajeitado, e tudo é elegantemente sem graça.” – Geoff Andrew, Time Out

 

 “A meditação de mestre sobre a aflição, indulgência sexual e poder de Peter Greenaway, talvez seja seu trabalho mais brilhante... Se “8 Mulheres e ½” não é o melhor filme da carreira de Greenaway, está entre os melhores que este obsolutamente distinto diretor já fez.” – Andrew O’Hehir, Salon.com

 

 “Não é possível gostar deste filme, mesmo que uma pessoa o admire, é intrigante.” – Roger Ebert

8 Mulhere e ½ de Peter Greenaway

 

 “É uma elaboração de oito estereótipos e meio de fantasias sexuais masculinas. Nós vemos e ouvimos estas fantasias na literatura por muito tempo, nas pinturas, nos teatros, no povo, nos jornais, na cultura e com certeza no cinema. A síndrome da “Madam Butterfly” é uma forte candidata; a aparentemente passiva mulher oriental seduzida pelo homem ocidental e então abandonada. Delacroix, Ingres, Flaubert, Strauss and Matisse pintaram, escreveram e compuseram sobre o harém oriental e a odalisca. A fantasia sexual oriental continua viva. Já passou de Marrocos e Alexandria até Bizantina e Bagdá, e agora se encontra em Bankok.

 

Grien, Rembrandt, Diderot e Sade sonharam, pintaram e escreveram sobre a fantasia sexual de uma inalcançável freira pura vestida em linho branco; e uma mulher montada nua em um cavalo. Tem a mulher que representa o homem – neste momento associada com a convencional secretária competindo em um terno, no mundo masculino. Tem também a mãe sempre grávida – presente desde Della Francesca até Joerdans, Rubens, Klimt e Picasso até Henry Moore. A excitação sexual na pintura de uma mulher grávida inspiraram Van Eyck, Corregio, Vermeer, Dürer and Chagall. Tem uma respeitosa, fiel, leal e sempre disponível prostituta com um coração de ouro que inspirou fantasias de Mary Magdalene até Lulu, Louise Brooks, Horlowe and Monroe.

Hortense

Fellini pode se juntar aos antepassados peritos, remodelando a coleção. E o fato destas fantasias serem tão familiares no cinema, fazem o título importante, porque este filme, é com certeza, uma modesta homenagem a Fellini, que inventou e criou tantas mulheres memoráveis em tantos filmes, e mais particularmente no cinema auto-reflexivo – 8 ½ de Fellini – que tem suas próprias e famosas seqüências de fantasias masculinas em volta de Mastojanni, uma vez como alterego de Fellini.

 

A ligação geográfica do filme é Kyoto – Geneva, dois países ricos, que já passaram por questões políticas, mas agora centros de tranqüilidade, e cultura neutra, amoral. Duas idéias particulares nestas cidades estão no filme. Em Kyoto, as mulheres japonesas são constantemente influenciadas sexualmente pelo dinheiro do vício dos jogos de seu “PACHINKO PARLOUR”, e, no colapso do muro de Belin, Geneva, por um momento, se tornou a capital da prostituição para estas mulheres que queriam rápido acesso ao ocidente com um passaporte válido e sem perguntas.

 

Mas este não é um documentário. E confiantemente mais que uma lista de modelos. Todo material é ilusório e desenvolve seu próprio 8 e 1/2, jornadas onde, talvez não esperado, as mulheres podem correr mais rápido que os homens e negociar sua liberdade (dos homens) exaustando suas fantasias sexuais e substituindo por alguma de si própria. Adeptos de Darwin podem dizer que certas fantasias aqui representadas são uma necessidade evolutiva dos dois sexos.”

Citação:

Philip: Você não gay, não é?

Storey: Não, eu gosto o suficiente do meu próprio pênis – mas nunca foi possível ele trabalhar com tanto entusiasmo para outra pessoa

Philip: Como pode, você nunca teve planos para se casar?

Storey: Talvez porque eu estou muito apaixonado pelo meu próprio pênis para dividi-lo com outra pessoa para sempre. Provavelmente isto é sua culpa.

Philip: Minha culpa!?

Storey: Desde que eu tinha 8 anos você colocou aquele espelho na porta do meu armário e desde então eu queria ser articulado para que eu pudesse dar um beijo de boa noite no meu próprio pênis.

~

Philip: Todo esse narcisismo é entediante, não é? Ache uma mulher. Peça para outra pessoa dar um beijo de boa noite no seu pinto para você.

Storey: Vamos para um hotel.

Philip: Não – É muito longe dela e talvez ela queira me ver.

Storey: Como isso é possível?

Philip:."  Talvez eu a queira. Você nunca durmiu com um cadáver, eu aceito isso.

~

Philip: Contemplando o pênis do meu pai, acho que é por isso que eu me interessei em engenharia.

Storey:  O que?

Philip: Ver sua Torre Eiffel, seu Empire State, talvez me tornou um bom engenheiro.

Storey: Cala a boca pai, e veja o filme.

Philip: O pinto – se você pensar sobre ele – é a façanha da engenharia mais ousada que existe – hidráulica, compressão, propulsão, sensível – tem praticamente todas as características da engenharia – torres, pontes, navios – nenhum homem nunca fez nenhuma estrutura que chegasse perto. A anatomia involuntária do meu pai me instruiu aos prospectos da minha carreira. Eu tenho toda essa influência na sua carreira?

~

Simato: Cuidado Storey, eu sou ciumenta.

Storey: Você não tem direito de ter ciúmes de uma mulher que quer ser mais mulher assistindo um homem vestido de mulher.

~

Philip: Sem orgias Storey – eu tenho indigestão sexual – não posso ficar com mais de uma mulher nua por vez – me lembra um porco em uma fazenda ou um boi marcado ou um daqueles terríveis campos de concentração.

~

Palmira:  Eu acho que você pode dizer com segurança que hoje em dia as mulheres finalmente confessaram sua posição de não gostar de homens. Nós podemos dizer que mulheres não gostam de homem. Elas descobriram que preferem a companhia de seu próprio tipo. Acho que também podemos dizer que a maioria dos homens também não gostam de homens. A maioria dos homens preferem as mulheres. Então as mulheres são as mais adoradas pela maioria das pessoas. Homens amam mulheres, mulheres amam crianças e crianças amam hamsters. É uma direção apenas. Tem muito pouco indo para o outro lado.

~

Philip: Simato está reclamando de novo, ela está sentada no último degrau querendo chamar atenção, reclamando de quando eu não lavo meu pênis, ela diz que tem medo de câncer cervical, da onde ela tirou esta idéia?

 

Storey: "Palmira?   

Philip: Oh! Meu bom Deus! Eu lavo mais meu pênis mais do que roupa na lavanderia! Pergunte Griselda – ela enche sua boca de sabão todos os dias de manhã.

~

Storey & Philip doing the 3 signature monkeys

Palmira: Eu quero ter meu traseiro espanacdo hoje a noite – bem forte – com uma raquete de tênis.

~

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Peter Greenaway faz uma pequena aparição no filme. Perto do início, quando Storey está no Pachinko parlour, a câmera aponta para mulheres nas máquinas, aí, Greenaway passa no fundo

 

 

Curiosidades e observações

Os 3 filmes assistidos pelo grupo apresentam em comum cenas de banho.

 

No Cozinheiro... “Lava-me da minha iniqüidade”...

O banho do viúvo e o banho da porca no 8 ½

E o banho de mangueira depois da fuga no caminhão imundo, da fuga do pecado.

A ligação do sexo com sujeira, simbolismos da cultura judaico cristã e dos limites morais em relação ao sexo e promiscuidade, adultério e homosexualismo.

 

Em Fellini 8/12, Fellini faz referência à amante do diretor (um filme auto-biográfico) como sua “porquinha” e pede a ela que faça em cena de namoro “carinha de porca”...

 

A ligação do sexo com sujeira, simbolismos da cultura judaico cristã e dos limites morais impostos em relação ao sexo e promiscuidade, adultério e homosexualismo.

 

Lady Godiva de John Collier, ca 1897

Lady Godiva
de John Collier, ca 1897

 

Trata-se de uma mulher que supostamente viveu entre os anos 1040 e 1080 a.C., período que não se sabe ao certo.

 

Casada com Leofric, Conde de Mércia, seu nome é lembrado até hoje por ter desfilado nua montada em um cavalo pelas ruas (sob as ordens do mesmo marido) do Vilarejo em que vivia (Coventrye), no Condado de Warwickshire, região sob os domínios de seu marido.

 

Se explica a situação pelo fato desta Lady ser muito piedosa; e preocupada com as duras taxas que Leofric cobrava à população, suplicava que ele não as aumentasse; este por sua vez, irritado com as súplicas e para se livrar delas, lhe fez a proposta acima citada achando que ela não cumpriria, se aquietaria, e ele por sua vez poderia aumentar as taxas locais tranqüilamente.

 

Denyse G. Rocha em seu texto Lady Godiva: A História e o Mito, não deixa muito claro se Godiva e sua história realmente foi um fato ocorrido, explicando também a origem da palavra voyeur, e outras curiosidades.

 

 

Márcia Borlenghi © 1986 - 2007
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