Matéria de divulgação - JOL abril/2005
"Em 2005, o Projeto Visita
Programada leva você ao
Teatro, apresenta Vidas Secas e completa 5 anos de sucesso!
Buscando apoiar educadores e propiciar aos alunos subsídios para uma escolha profissional consciente, a Universidade São Judas desenvolveu o Projeto Visita Programada.
Um projeto pioneiro que, desde 1993, oferece aos futuros universitários uma aproximação com o Ensino Superior esclarecendo dúvidas para uma escolha consciente.
Inicialmente o projeto, trazia os estudantes do último ano do Ensino Médio e de Cursinhos para uma visita orientada por uma equipe especializada sobre os cursos da graduação, mercado de trabalho, áreas de atuação profissional, as novas tendências do mercado mundial e os levavam num passeio pelo campus a conhecer de perto a infra-estrutura da Universidade. O programa consiste em um roteiro de aproximadamente 4 horas, onde a universidade oferece o transporte do Colégio visitante para a Universidade São Judas (ida e volta), visitação dos Laboratórios (anatomia, fisioterapia, nutrição, engenharia, fotografia, informática etc.), Estúdios de Rádio e TV, Biblioteca, Cartório Experimental, CPA (Centro de Psicologia Aplicada), Ginásio Poliesportivo, Pista de Atletismo, Auditórios, Teatro, Praça da Cultura e Alimentação etc; totalmente orientada por monitores especializados.
A partir de 2000, agregou ainda uma peça teatral encenada por alunos do curso de Artes Cênicas. A peça é montada anualmente, baseada em literatura brasileira, solicitada em vestibulares. Após a apresentação da peça, ainda há um “bate-papo” com os monitores, os atores e os visitantes. Ano após ano, a apresentação teatral tem sido um sucesso crescente."
Projetos & Exposições
Matéria de divulgação - JOL abril/2005
Uma família de retirantes segue pelo sertão
sem perspectiva de encontrar um lugar para ficar. Pais,
filhos e a cadela Baleia caminham em meio à fome,
à sede e ao cansaço.
Até que, no meio da estrada, avistam
uma fazenda aparentemente abandonada, invadem-na e descobrem
que tem dono. Fabiano, o pai da família, agora será
o empregado do patrão, o latifundiário. E
a narrativa segue numa trajetória de decadência.
"Ciclos" - Vidas Secas
A adaptação de Alessandro Toller aproveita
a poesia árida e crua de Graciliano Ramos que entra
em consonância com a encenação e seus
diversos elementos (cenário, figurino, música,
adereço etc), trazendo para a cena um tratamento
do mínimo significativo, o minimalismo, assim como
um quadro de Miró, cujo traço é todo
carregado de sentidos.

"Morte da Baleia"
- Vidas Secas
A peça é configurada numa geografia simbólica que se dá por um círculo de lona, dando a idéia de uma problemática cíclica e árida. Todos os demais elementos da encenação confluem para essa poesia e fatalidade ainda da nossa história brasileira.

"Ciclos II" - Vidas Secas

"Existir" - Vidas Secas
Pequena Biografia
por profª. Esther Rosado
"Aliás, o mais brasileiro dos livros do senhor Graciliano Ramos é, sem dúvida, a novela Vidas Secas, publicada em 1938." ( Álvaro Lins)
Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo, nas Alagoas, em fins de outubro de 1892. Lá, passou sua infância e parte da adolescência, repartindo-se, com a família, entre as cidades de Buíque, Viçosa e Palmeira dos Índios. Primeiro dos quinze filhos, Graciliano foi sempre visto pela família como um sujeito difícil, taciturno e introspectivo.
Fez os estudos secundários em Maceió, sem, no entanto, cursar nenhuma faculdade. O pai vivia do comércio e o filho mais velho foi aventurar-se: esteve, por breve período, no Rio de Janeiro, onde por , volta de 1914, trabalhou como revisor e redator nos jornais Correio da Manhã e A Tarde.
Mas , ao saber que três de seus irmãos tinham morrido de febre bubônica, torna ao Nordeste e passa a ser jornalista, fazendo política também. Foi prefeito de palmeira dos Índios entre os anos de 1928 e 30. É dessa época o seu primeiro romance ( Caetés, 1933);
De 1930 a 1936 vive em Maceió, dirigindo a Imprensa e a Instrução do Estado de Alagoas. E é de março de 36 a janeiro de 1937 que vive os mais difíceis dias de sua vida. Acusado de subversivo e comunista, passa dez meses de prisão em prisão, sem saber do que o acusam, sem sequer ser ouvido em depoimento ou processado.
Desse tempo terrível, nascerá mais tarde Memórias do Cárcere, um relato que soma a angústia de existir, o medo e a inquietação. Muda-se para o Rio de Janeiro. Seus romances, histórias para crianças e artigos passam a ser reconhecidos como o maior legado literário desde Machado de Assis.
Em 1945, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e, em 1952, viajou para a Rússia e países comunistas; o que presenciou nessa peregrinação está contido num outro livro: Viagem(1954).
Em 1953, morre no Rio, vítima de câncer.
Suas obras já foram traduzidas para o russo, francês,
inglês, alemão. E, em 1964, o romance Vidas
Secas ganhou a versão cinematográfica pelas
mãos de Nélson Pereira dos Santos.

Peça teatral da Universidade S. Judas Tadeu
baseada na literatura brasileira:
Vidas Secas- de Graciliano Ramos
Elenco 2005 - da esquerda para a direita: Menino Maior, Menino Menor, Fabiano, Sinhá Vitória e a cadela Baleia.
Adaptação da peça
Alessandro Toller
Direção teatral
Suzana Aragão
Elenco
Bianca Marques
Élder Sereni Ildefonso
Fabio Viana Costa
Francis Reggio do Rosário Silva
Julianize de Fátima Myjnyk
Nilton Marques dos Santos
Patricia Hellena Marques Rodrigues
Wânia Karolis Ramos
Criação de projeto gráfico, web e fotografias
Márcia Borlenghi
Coordenação do Projeto Visita Programa
Giovana Ganéo